O 13 de maio nas ruas, primeira vez da Inédita Brasil nas ruas

Compartilhar

Inédita Brasil

RJ- A Inédita Brasil esteve em diversas cidades, na cobertura dos atos do 13 de maio, dia de lembrar, mais uma vez, que o país institucionaliza o racismo e acima de tudo, que as violências sobre corpos negros estão ainda mais exacerbadas nesse tempo de pandemia da COVID-19.

A chacina da favela do Jacarezinho no Rio de Janeiro foi denunciada em todas as cidades do país, especialmente, claro, no Rio de Janeiro, de onde trouxemos imagens ao vivo, no Instagram, do protesto que aconteceu no centro da cidade. Ao nosso lado, no Facebook, tivemos a honra de contar com a parceria do Favela Não Se Cala TV que, direto da rua, mostrou imagens exclusivas do ato.

Em Brasília e São Paulo a cobertura foi profunda com fotógrafos profissionais negros ou efetivamente antirracistas, vindos de projetos memoráveis no audiovisual. O trabalho remoto foi comandado por mulheres articuladoras da produtora.

Então, queremos te contar que esse 13 de maio de 2021 fica marcado, como a primeira vez em que os articuladores da Inédita Brasil decidiram ir às ruas, desde os primeiros quinze dias de lançamento dessa nova produtora de conteúdo, para cumprir um papel importante, no que diz respeito à fomentação de uma legítima narrativa realizada pela equipe, que tem em sua maioria, profissionais negros e LGBT.

Nas atuais circunstâncias pandêmicas, foi uma decisão bastante difícil, mas não foi mais possível assistir somente de dentro de casa, as tentativas do governo federal de exterminar o povo negro. Uma nova narrativa era necessária.

No Rio de Janeiro vimos uma diferencial bastante poderoso, em relação a outras cidades em que estivemos presentes. Definitivamente, maioria das pessoas nas ruas do centro eram negras e saíram de seus lares, essencialmente em solidariedade aos familiares da Chacina do Jacarezinho. Encontramos a artista Bia Ferreira, o deputado federal David Miranda (PSOL) e centenas de militantes de movimentos negros.

Mas nada foi mais tocante, do que ouvir o relato das mães de jovens assassinados em favelas, nas ruas, nas praças, nos barracos e becos. Uma delas, Monica Cunha, mãe de Rafael da Silva Cunha, jovem de 20 anos, executado em 2006, nos disse que sua luta não se iniciou ali com a tragédia, e sim quando com 15 anos, o jovem teve de cumprir medidas socioeducativas. “Hoje nós estamos representando todas as mães do Jacarezinho que perderam seus filhos. Nós sabemos o que é essa dor, porque nós também perdemos os nossos” disse Monica.

Historicamente, pessoas negras sempre foram consideradas como gente sem humanidade. Prova disso é que o Brasil é o último país a abolir a escravidão e há ainda quem se espante com isso ou que até não saiba dessa importante informação.

Todos tem o dever de trazer negros para seus espaços e com isso promover a conquista da liberdade material. Não é possível que ainda há espaços eminentemente “brancos” que não percebem que em meio a fome, miséria e qualquer forma de exploração todos vamos traçar uma trajetória muito ruim e isso inclui indígenas e obviamente, pessoas brancas. A defesa da democracia, exige a implementação de um projeto político, social e econômico que materialize o combate contra o racismo, mas que seja simples de ser entendido pela população.

Ao longo dos próximos dias, continuaremos contando detalhes sobre o que vimos nas ruas de outras cidades do país. Em São Paulo, por exemplo, encontramos Emicida, Milton Barbosa (MNU).

Aproveitamos para lembrar que a Inédita Brasil está à disposição do povo brasileiro para as lutas do campo democrático, mas sobretudo, os profissionais dessa produtora, para trabalhar com na criação de conteúdo para redes sociais e no audiovisual em geral em suas redes e projetos que visem prestar um serviço qualitativo do ponto de vista de defesa do campo democrático e no combate aos preconceitos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *